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CORPOANÁLISE (6)
A busca da construção de uma semiologia própria para a enfermagem leva-me à proposição da subárea Corpoanálise como território investigativo das expressões verbais e não verbais, culturais, textuais, emitidas pelo corpo ou por segmentos dele, inclusive as emitidas nas experiências e situações de agravos e sofrimentos, carências e fragilidades. E, acrescento: que a Corpoanálise, subárea de um dos campos epistêmicos especiais da Ciência do Cuidado, se estruture ou se referencie metodologicamente tanto no PE e nos estudos sobre Processo de Cuidado (PD) quanto teoricamente nos sistemas NANDA, NIC e NOC.
A Corpoanálise enfatiza a particular característica da Ciência do Cuidado ser também uma Ciência do Corpo; portanto, é subárea para estudos sobre o corpo de um novo ponto de vista semiótico ou semiológico e semiotécnico da Arte de cuidado e do cuidado de enfermagem. Tais estudos rompem com a semiologia e a semiotécnica adotadas pela Enfermagem Moderna para a SAE mediante o Processo de Enfermagem (PE) e dialogam tanto com a Ciência Filosófica Hermenêutica ou ciência filosófica universal do Esclarecimento quanto com a particular Hermenêutica Semiótica de Georg Friedrich Meier (1718-1777).
Escrito por carlosfernandes às 23h43
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CORPOANÁLISE (5)
A incompatibilidade estrutural está no fato de que os três sistemas classificatórios não se estruturam no limite da Enfermagem Hospitalar e nem se referem às motivações básicas de A. Maslow; além disso, o modelo de Vanda Horta fundamenta uma semiologia e semiotécnica estritamente médicas, identificadoras de sinais e sintomas de doenças ou necessidades da pessoa particularmente hospitalizada. Ao contrário, tanto o PE quanto o PCD, fundamentados nas bases teóricas da NANDA, do NIC e do NOC, têm por alvo a pessoa ou a população, sadia ou com agravos, danos e riscos à vida e à qualidade de vida, inclusive e não necessariamente dentro do campo hospitalar. E, ainda: sendo a doença um dos agravos à saúde, os sistemas taxonômicos para o Cuidado de Enfermagem não se estruturam em doenças diagnosticadas por outros profissionais de saúde ou profissionais da doença; ao contrário e repetindo, estruturam-se em reações ou respostas humanas a problemas, situações e condições de vida e de qualidade de vida ou de possíveis agravos, danos e riscos à vida e à qualidade de vida, individuais ou coletivos, identificados durante a composição do HE ou do HCD em quaisquer cenários ou espaços terapêuticos. Conseqüentemente, o que é chamado de contradições do trabalho de enfermagem é confusão de bases conceptuais estruturantes daquele trabalho e evidenciada numa semiologia e semiotécnica inapropriadas para a Enfermagem.
Escrito por carlosfernandes às 23h40
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CORPOANÁLISE (4)
A semiologia e a semiotécnica usadas na enfermagem brasileira para detecção de sinais e sintomas de doenças ou desvios de saúde em partes ou órgãos e sistemas do corpo não correspondem aos fundamentos teóricos daqueles sistemas classificatórios.
Se os fundamentos dos sistemas de diagnósticos, de intervenções e de resultados de enfermagem são os alicerces metodológicos do PE, a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) no Brasil se refere a outra base conceptual e metodológica: trata-se do modelo de Vanda de Aguiar Horta, para a qual Enfermagem é a ciência e arte de assistir o ser humano em suas necessidades humanas básicas afetadas.
As definições de Vanda Horta e da ANA são incompatíveis, cada qual caminhando para dois tipos diferentes de Enfermagem – uma Ciência da Assistência, notadamente hospitalar, e uma Ciência do Cuidado: a primeira definição baseia-se em questionáveis e dissensuais necessidades humanas básicas e a segunda em respostas humanas a problemas potenciais ou efetivos de saúde e às condições e situações de vida e de saúde de pessoas e comunidades de pessoas.
A sistemática revisão do conceito de necessidades humanas realizada por Potyara A.P.Pereira e o clássico sistema de classificação das necessidades exclusivamente humanas de Erich Fromm impõem sérias revisões sobre a confusão entre necessidades humanas básicas e preferências, desejos, compulsões, demandas, motivação, expectativas, falta ou privação de algo.
Tanto a declaração sobre o que é Enfermagem de Vanda Horta quanto o uso da teoria da motivação humana de A. Maslow são incompatíveis com a filosofia da ANA para o Processo de Enfermagem, com os Sistemas NANDA, NIC e NOC e com o Processo de Cuidado.
Escrito por carlosfernandes às 23h39
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CORPOANÁLISE(3)
Restritas à especialidade de enfermagem hospitalar e ao conceito de assistência de enfermagem, tanto Vanda Horta quanto Rosalda Paim parecem alheias ao fato de que estudos epistemológicos mais atentos de alguns modelos teóricos de enfermagem, criados por enfermeiras norte-americanas, demonstram um esforço permanente em definir o conceito e a práxis do processo de cuidado, em sua grande maioria independente do processo de enfermagem ou, pelo menos, indicando outros modelos de composição do mesmo, fora do conceito de assistência de enfermagem e dentro do conceito de cuidado de enfermagem.
Uma década após a morte de Vanda de Aguiar Horta, inauguram-se amplas pesquisas de enfermagem sobre cuidado, sobretudo a partir da teorista norte-americana Madeleine Leininger para quem o cuidado é o conceito e a práxis unificadora da enfermagem.
A abordagem do cuidado com Leininger tem dimensão transcultural e se aplica fundamentalmente às coletividades, povos e nações mais que aos indivíduos: vinculada ao pensamento norte-americano de antropologia cultural, essa autora cria a Enfermagem Transcultural e a Etnoenfermagem para estudo dos padrões culturais de cuidado.
Chegamos ao momento instituído de estudos, pesquisas e dissensos sobre a significação de processo de cuidado, assistência, cuidado e processo de enfermagem, mais claramente discutidos por Vera Regina Waldow, desde o início da década de 1990.
A minha preocupação teórico-metodológica com os conceitos de Processo de Enfermagem e Processo de Cuidado (PD) funda-se no fato de que a atenção quase exclusiva à criação e à sistematização dos Diagnósticos de Enfermagem parece obstaculizar a evidência de incongruências conceptuais básicas, evidenciadas nos modelos usados no Brasil para a prática de enfermagem. Tais incongruências somente podem ser detectadas diante da base teórico-metodológica dos sistemas taxonômicos NANDA (de Diagnósticos), NIC (de Intervenções) e NOC (de Resultados), todos eles fundamentados a partir da definição de Enfermagem da Associação Norte-Americana de Enfermeiras (ANA): enfermagem é diagnóstico, intervenção e cuidado das reações ou respostas humanas às condições e situações de vida das pessoas ou das coletividades e aos seus potenciais ou efetivos problemas de saúde.
Escrito por carlosfernandes às 23h26
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CORPOANÁLISE (2)
CORPOANÁLISE (2)
O trabalho de sistematização da assistência de enfermagem e a proposição de uma nova teoria de enfermagem, realizados por Horta, teve duas motivações, por ela mesma colocadas: falta de sistematização dos conhecimentos de enfermagem; erro de se estudar a enfermagem em função do saber e da prática médica de cuidado a determinadas doenças.
No estudo do pensamento de Vanda Horta, para o trabalho de enfermagem torna-se clara a especificidade do saber e da prática de enfermagem mediante diagnóstico e assistência às necessidades humanas básicas afetadas de pessoas hospitalizadas; ou seja, a teoria de enfermagem e a metodologia do processo de enfermagem utilizadas por aquela teorista foram concebidos (para) e aplicados na especialidade de enfermagem hospitalar e não para a especialidade de enfermagem de saúde pública. Esta afirmação obviamente contradiz o trabalho coletivo realizado atualmente em Curitiba-Paraná para construção e implementação de uma nomenclatura de diagnósticos e intervenções de enfermagem na rede básica de saúde e que se utiliza do pensamento, da nomenclatura e do processo de enfermagem com Vanda Horta.
Revisando e ampliando o trabalho teórico-metodológico de Vanda Horta, em 1978 é proposta a teoria sistêmica de enfermagem por Rosalda Cruz Nogueira Paim, fundamentalmente diferente da teoria das necessidades humanas básicas (NHB), usada por Horta: para Rosalda Paim é impossível a enfermagem atender às NHB dos indivíduos; mantendo-se restrita à especialidade da enfermagem hospitalar, essa teorista defende que o factível é reconhecer e atender às necessidades gerais, comuns a todas as pessoas hospitalizadas e às necessidades específicas, relacionadas à doença de cada uma delas.
Na proposta de Rosalda Paim, gerais e específicas em conjunto formam o conceito de necessidades globais ou necessidades de assistência de enfermagem.
Escrito por carlosfernandes às 23h25
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CORPOANÁLISE (1)
CORPOANÁLISE 1 (Substratos de minicurso criado e ministrado por Carlos Roberto Fernandes na VIII Semana de Eventos das Faculdades Tecsoma, de 25 a 27/10/2005, sob o título "Semiótica do Cuidado: Nova Semiologia para a Enfermagem)
No Brasil, o primeiro modelo metodológico de processo de enfermagem (PE) foi proposto e aplicado pela teorista de enfermagem Vanda de Aguiar Horta.
Em 1965, na disciplina de Fundamentos de Enfermagem, Horta introduz um roteiro de observação sistematizada para pessoas hospitalizadas, por ela denominado histórico de enfermagem; relata ter iniciado a aplicação do Histórico de Enfermagem, elaborado em conjunto com suas alunas, num estudo piloto em 1969 e que em 1971 aplicaram aquele roteiro em mais de 500 pessoas hospitalizadas. Em 1979 é publicado seu livro "Processo de Enfermagem".
Processo de enfermagem (PE) é um método de resoluções de problemas de enfermagem, usado no exercício da consulta de enfermagem e cuja finalidade é a assistência de enfermagem: o PE de Vanda Horta compõe-se de Histórico de Enfermagem, Diagnóstico de Enfermagem, Plano Assistencial, Prescrição de Enfermagem, Evolução de Enfermagem e Prognóstico de Enfermagem.
Vários são os modelos vigentes de PE, com variações de fases e de nomenclatura, embora todas as variações mantenham as cinco etapas tradicionais criadas pelas enfermeiras norte-americanas na primeira metade dos anos da década de 1970: Histórico, Diagnóstico, Planejamento, Implementação e Avaliação de Enfermagem.
Do ponto de vista teórico, Vanda Horta translitera para a enfermagem uma parte da teoria da motivação humana do psicólogo Abraham Maslow (1908-1970) e a terminologia de necessidades psicobiológicas, psicossociais e psicoespirituais do padre João Mohama; para Horta, a finalidade da enfermagem é atender ou assistir o indivíduo em suas supostas necessidades humanas básicas afetadas e promover o autocuidado.
Autocuidado ou cuidado de si é outra teoria de enfermagem, desenvolvida entre 1971 e 1980 pela enfermeira norte-americana Dorothea Orem.
Escrito por carlosfernandes às 23h23
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ANTROPOLOGIA DO CUIDADO. 2
Se a Arte de Cuidado ainda é uma grande desconhecida para a Enfermagem Moderna, a Arte Indígena de Cuidado é ainda saber obscuro para aquela mesma Enfermagem: possivelmente, tais desconhecimentos e obscuridades somente serão superados no campo de uma Nova Enfermagem e de uma Ciência do Cuidado que a anteceda, a inclua e a ultrapasse.
Em direção a uma Nova Enfermagem, os estudos de Madeleine Leininger criaram os subcampos Etnoenfermagem e Enfermagem Transcultural; com relação a uma Ciência do Cuidado, tais estudos não oferecem subsídios porque estruturalmente se restringem à transliteração de conceitos da Antropologia para aquela Nova Enfermagem. Tal restrição deve-se mais ao entendimento e a aplicação dos estudos leiningerianos dentro da Enfermagem Moderna do que as possíveis dimensões conceituais dos mesmos para formação de uma Nova Enfermagem. O erro epistemológico é o de adotar os pressupostos teórico-metodológicos da Sociologia, da Administração, da Antropologia e outras áreas de conhecimento para o estudo sobre cuidado e processo de cuidado: as bases antropológicas, sociológicas, psicológicas, pedagógicas e políticas daqueles estudos não significam aplicar a eles aqueles pressupostos – uma aplicação também feita por Madeleine Leininger. E é por isso que os meus estudos exigem áreas a serem formadas e desenvolvidas, tais como Antropologia Hermenêutica do Cuidado, Etnocuidado, Biocuidado –todos subcampos da Ciência do Cuidado e não da Enfermagem Moderna.
Escrito por carlosfernandes às 18h36
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CONCEITO EPISTEMOLÓGICO DE CUIDADO
FERNANDES, Carlos Roberto. A Enfermagem superando a Enfermagem. In: 57o. Congresso Brasileiro de Enfermagem, 2005, Goiania. Anais do 57o. Congresso Brasileiro de Enfermagem. Brasilia : ABEn-Nacional, 2005; [CD-ROOM]
Escrito por carlosfernandes às 18h31
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NURSING: CIENCIA DO CUIDADO
A palavra e a significação nursing ainda é no século XXI tão desconhecida quão o era para Nightingale no século XIX, sobretudo porque cada um empresta a ela significações adequadas ou inadequadas de acordo com o contexto vivencial em que a mesma é utilizada: o erro dessa anarquia conceitual é não perceber que, a partir da riqueza contextual das vivências, é função do cientista do conhecimento dar-lhe sistematicidade e uniformidade, pelo menos como ponto de partida e de referência para uma mínima identidade. Fora disso, estamos girando no emaranhado tecido da doxa, da opinião, do palpite.
Minha perspectiva é de avançar na significação de nursing para estruturação da Ciência do Cuidado, sobretudo porque Nightingale6 já declarara a impropriedade da palavra nursing para expressar o seu pensamento, utilizando-a naquele momento por falta de outra palavra melhor; por esta declaração de impropriedade, o substantivo nursing, utilizado por Florence, tem para mim a significação de Ciência do Cuidado, refere-se ao pensamento nightingaleano como Sistema Filosófico Nursing ou Sistema Filosófico de Cuidado. (FERNANDES, Carlos Roberto. A Enfermagem superando a Enfermagem. In: 57o. Congresso Brasileiro de Enfermagem, 2005, Goiania. Anais do 57o. Congresso Brasileiro de Enfermagem. Brasilia : ABEn-Nacional, 2005; [CD-ROOM])
Escrito por carlosfernandes às 18h25
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SISTEMA FILOSOFICO NURSING
SISTEMA FILOSÓFICO NURSING. A ciência do cuidado em Florence Nightingale é um sistema ecossanitário de cuidado aos ambientes, contextos e espaços dos ecossistemas vivos e, portanto, inaugurante e promotor de uma administração, gerência e gestão de cuidado contrapostas ao pensamento da Administração científica, clássica, moderna e pós-moderna. No ideal nightingaleano, a Ciência do Cuidado é uma ciência e uma arte vocacional, ecossanitária e sociopolítica. O pensamento ecossanitário nightingaleno compõe o que denomino sistema filosófico nursing ou sistema filosófico de cuidado. Alheia ao pensamento e à prática de administração, de gerência e de gestão ecossanitária na Ciência do Cuidado, criada por Nightingale, a enfermagem brasileira se restringiu aos limites assistencialistas da enfermagem hospitalar para a qual cuidado é epifenômeno da assistência médica: apesar do discurso ideal de que cuidado é a essência, o fundamento, a finalidade, o objetivo, a prática, a razão de ser da enfermagem, a história demonstra que a enfermagem brasileira cria e desenvolve tarefas, procedimentos, ações assistenciais fragmentadas e curativo-individuais, processo de enfermagem centrados na atenção hospitalar originada no ato médico e a ele condicionado.
Escrito por carlosfernandes às 18h22
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Cultura de cuidado é o conceito para o processo de aprender a aprender cuidar de ecossistemas vivos, instituidor de conceitos não restritos aos de cultura, de saúde, de enfermagem. Trabalhando com pesquisa básica, expus no 57o.CBEN e 11o. SENPE os resultados epistemológicos sistematizadores dos conhecimentos dispersos no chamado “corpo de conhecimentos específicos de enfermagem” e formadores da Cultura de Cuidado. Alguns subcampos da Ciência do Cuidado são propostos com aquela sistematização: Historística, dos fundamentos históricos; Semiótica de Cuidado, superador da atual semiologia e semiotécnica centradas na medicina; Corpoanálise, subárea da Semiótica de Cuidado com os métodos corpocepção, corpodialogia e corpografia; Corpística como subcampo constituidor dos fundamentos filosóficos da Ciência do Cuidado; Gerenciologia, dos fundamentos administrativos, gerenciais e de gestão do cuidado; Psiquêutica ou campo da Psicologia do Cuidado; Paidagogia ou campo da Pedagogia, Educação e Didática de Cuidado; Antropologia do Cuidado para estudos históricos e historiográficos da Arte de Cuidado, com as subáreas Biocuidado e Etnocuidado. (RESUMO: Anais 57o.CEBEN e 11o. SENPE disponível em CD-ROOM)
Escrito por carlosfernandes às 18h15
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Por se referir a um campo epistêmico, defino Ciência do Cuidado como ciência da Arte de Cuidar-Arte de Cuidado ou ciência do sistema filosófico nursing, cujo objeto epistemológico são as trajetórias e memórias de corpo de pessoas e comunidades de pessoa.
Escrito por carlosfernandes às 18h09
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Historística
Historística é o subcampo especial da Ciência do Cuidado para estudos filosófico-epistemológicos fundadores de um paradigma de pensamento histórico para estudos sobre a Arte de Cuidado, incluindo-se a História da Enfermagem. Nome e subcampo foram criados por mim e originalmente apresentado 2o. Colóquio Latinoamericano de História da Enfermagem, realizado na Escola de Enfermagem Ana NerI da Universidade Federal do Rio de Janeiro, de 12 a 15 de setembro de 2005, às páginas 84 a 91, sob o título A FORMAÇÃO DE UM PARADIGMA DE PENSAMENTO HISTÓRICO PARA ESTUDO DA ARTE E CIENCIA DO CUIDADO NA AMÉRICA LATINA
Escrito por carlosfernandes às 18h00
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ANTROPOLOGIA DO CUIDADO
ANTROPOLOGIA DO CUIDADO
RESUMO
O conceito trajetórias e memórias de corpo foi construído em minha pesquisa concluída em 2003 sobre concepções de corpo na enfermagem e desenvolvida para a obtenção do grau de mestre na Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Um dos desdobramentos da pesquisa e daquele conceito é a perspectiva epistemológica de possibilitar e delimitar estudos históricos sobre a Arte de Cuidado na América Latina em geral e no Brasil em particular.
Conseqüente à não compaginação da história e da historiografia da Arte de Cuidado no Brasil pelos pesquisadores da Enfermagem Moderna, vários estudiosos de outros campos do saber têm formado e desenvolvido, indiretamente, saberes inerentes àquela Arte. Assim sendo, a história e a historiografia da Arte de cuidado no Brasil dialogará com vários outros campos do saber, entre os quais e, particularmente, a Antropologia simbólica, a Antropologia dialética, a Antropologia histórica, a Arqueologia histórica, a Antropologia da pessoa, a Antropologia do corpo, a Antropologia da saúde; recentemente, em trabalho apresentado no 13o. Seminário Nacional de Pesquisa em Enfermagem, delineei o subcampo Antropologia do Cuidado, ligado à Ciência do Cuidado e não à Antropologia.
O diálogo com disciplinas da Antropologia, com a própria ciência da história e a historiografia constituídas não significa a adoção dos métodos e modos de pensar dessas ciências e áreas acadêmicas; ao contrário, o diálogo destacará e consolidará a diferença e a singularidade do campo de estudos da arte e ciência do cuidado.
Atento às trajetórias e memórias de corpo dos povos latino-americanos em geral e dos povos do Brasil em particular, defendo:
- formação de um subcampo epistêmico particular, já por mim denominado Antropologia do Cuidado, para a configuração e compaginação da história e da historiografia da Arte de Cuidado na América Latina em geral e no Brasil em particular. Antropologia do Cuidado constitui-se em introdução histórica da Ciência do Cuidado – a Ciência Fundamental da qual a Enfermagem é subcampo especial.
- formação de um subcampo epistêmico particular para fundamentação filosófica da Antropologia do Cuidado.
A configuração e compaginação da história e da historiografia da Arte de cuidado no Brasil constituem-se em introdução histórica da Ciência do Cuidado – a Ciência Fundamental da qual a Enfermagem é subcampo especial; a história e historiografia da Arte de Cuidado no Brasil constituem a Antropologia do Cuidado - um subcampo epistêmico especial, ressignificador da enfermagem moderna e recontextualizador da história da enfermagem brasileira; a fundamentação filosófica da Antropologia do Cuidado é a Historística – outro subcampo epistêmico especial a ser constituído; Antropologia do Cuidado e Historística são, respectivamente, o fundamento histórico e filosófico da Arte de Cuidado; a Historística deverá superar as denominações "história e enfermagem", história em enfermagem" e "história na enfermagem" para criar um paradigma de pensamento histórico de enfermagem;
a história da Arte de Cuidado e a história da Arte de Enfermagem no Brasil, ambas a serem delimitadas, ressignificam e recontextualizam tanto a Enfermagem Moderna quanto a história da enfermagem brasileira.
Originalmente este resumo está publicado nos Anais do 2o. Colóquio Latinoamericano de História da Enfermagem, realizado na Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro, de 12 a 15 de setembro de 2005, às páginas 84 a 91, sob o título A FORMAÇÃO DE UM PARADIGMA DE PENSAMENTO HISTÓRICO PARA ESTUDO DA ARTE E CIENCIA DO CUIDADO NA AMÉRICA LATINA
Escrito por carlosfernandes às 17h51
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